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CARACTERÍSTICAS GERAIS
O país de origem do collie é a Grã-Bretanha, onde ele é chamado de
collie rough. Na classificação dos grupos por atividade ele ocupa o 1º,
que é o de Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços).
Sua aparência geral é de um cão de grande beleza.
Possui uma estrutura física de linhas que demonstram força e atividade,
sem ser pesado ou grosseiro. A expressão é de suma importância.
Considerando os valores relativos, a expressão é obtida pela perfeita
harmonia e combinação de crânio e focinho, tamanho, forma, cor e colocação dos olhos, e ainda, posição correta e porte das orelhas.
Seu temperamento é especial, possuindo uma disposição amigável, sem
qualquer traço de nervosismo ou agressividade.
ORIGENS
Não é possível precisar com exatidão a época certa
de origem da raça collie, que assim como a maioria das demais raças
caninas, desenvolveu-se a partir de um mesmo ancestral, que devido a
evolução natural, influenciada pelo clima, pela abundância ou escassez
de alimentos e, principalmente, pela interferência do homem na seleção
de exemplares que mais se adequassem às suas necessidades para lida
diária, no caso do collie, mais precisamente para o pastoreio de ovelhas,
adquiriu características próprias que o tornaram apto ao desempenho de
sua função.
Contudo, examinando-se gravuras muito antigas de cães, por volta do
século V A.C., podem-se observar vários exemplares que de alguma forma
nos fazem lembrar da figura de um collie, mas que definitivamente não nos
devem levar a uma conclusão, pois na verdade poderiam ser imagens de
qualquer outra raça assemelhada.
O certo, é que o collie, aproximadamente como o vemos hoje, já podia ser
observado a partir do início do século XIX, mais precisamente na
Escócia, onde exemplares foram sendo mais cuidadosamente selecionados
para o trabalho de pastoreio das ovelhas existentes à época na região,
as ovelhas "Colley", que no inglês arcaico, significava
"negro", pois possuíam a cara preta, e daí naturalmente o nome
collie transferido à raça que as conduzia e pastoreava, nome esse atribuído
aos cães, por possuírem à época, a cor predominantemente
preta, com algumas partes brancas e avermelhadas (tricolores). Nada
portanto de associar-se o nome collie a coleira branca que muitas vezes o
cão ostenta, pois não é essa seguramente a origem do nome da raça.
Entre várias influências que o collie recebeu para sua formação,
possibilitando a imponência e a majestade da figura que hoje nos
apresenta, estaria, segundo estudiosos e observadores atentos, a
contribuição de outras raças, como por exemplo, o terranova, o gordon
setter, o deerhound, o terrier escocês, e seguramente o greyhound, este
principalmente se observamos com atenção a variedade de collie de pêlo curto
(Smooth).
É inegável a influência que teve o homem na formação desta raça, e
para que isso se torne evidente, basta que observe nas figuras ou nas
fotos de exemplares de não mais que cem anos passados para que possamos
constatar o grau de refinamento conseguido através da seleção
conduzida, que mais precisamente a partir do século XVI e até nossos
dias, vem separando os exemplares mais adequados ao aperfeiçoamento da
mesma, com resultados, que podemos afirmar sem nenhum medo de errar,
sensacionais.
Contribui para essa quase aproximação com a perfeição, a exibição de
collie em exposições oficiais, sendo que em 1860, foram apresentados
alguns exemplares, pela primeira vez, e ainda com o nome de scotch sheep
dog, na sociedade de cães de Birmingham, com sucesso, sendo que em
dezembro de 1861, nessa mesma sociedade, nos dias 2, 3 e 4 conferiu-se,
também pela primeira vez, premiação a um cão da raça collie.
No ano de 1863, numa exposição realizada em Londres, aparece, ainda pela
primeira vez, a denominação de scotch colley, e por ocasião de outra
exposição, em 1870, estabelece-se também pela primeira vez, a separação
em duas raças (variedades) diferentes; o rough collie (pastor escocês de
pêlo longo), e o smooth collie (pastor escocês de pêlo curto). |
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Era por essa época, o collie apresentado em pistas, normalmente de cor
negra, com alguma marcação em branco e eventualmente em vermelho,
dando-se contudo preferência aos de cor totalmente negra. Somente a
partir do final da década de 70 do século XIX é que o collie passou a
apresentar o aspecto mais aproximado daquele que conhecemos hoje em dia,
embora tenha continuado em sua evolução.
De figura imponente, altiva, bem balanceada e proporcionada, sem nenhuma
das partes que o compõe destoando das demais, de temperamento
equilibrado, dócil e delicado, especialmente com as crianças, embora
podendo também ser extremamente valente quando solicitado, amigo fiel,
sempre limpo, ativo e sensato, como comprova-se atualmente nas provas de
agility, onde é um dos cães que mais prontamente evidenciam suas
habilidades, é esse o collie de nossos dias, um maravilhoso cão de
pastoreio, devotado à família que nos encanta e conquista, com sua
expressão típica, que nos transmite docilidades, energia e
confiabilidade. |
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NO BRASIL
No Brasil, a presença do collie, embora anterior a essa época,
intensificou-se mais a partir do final da Segunda Guerra Mundial, com
as primeiras aquisições racionais dirigidas com finalidades de criação
e expansão da raça, a princípio da Inglaterra e logo a seguir dos EUA,
feitas por criadores do Rio de Janeiro, onde fundou-se alguns anos depois,
o primeiro clube dedicado à raça no país que contudo teve vida curta,
devido as enormes dificuldades que se apresentavam na época e que hoje
não somente persistem, mas que acentuam.
Em seguida, com pouco tempo de diferença, fundou-se na cidade de São
Paulo, o Collie Clube Paulista que na ocasião possuía aproximadamente 70
associados entre os quais cerca de apenas não mais que 10 criadores
abnegados que levaram adiante o ideal de iniciar-se a um clube que hoje, apesar de todas as dificuldades por que tem passado, resiste e
persiste, sem solução de continuidade como o único clube no Brasil
dedicado com exclusividade à criação e aprimoramento da raça.
A primeira exposição do Collie Clube Paulista, aconteceu no próprio dia
de sua fundação, em 10/10/1961, no parque Fernando Costa, em São Paulo,
com a presença de aproximadamente 80 collies em pista, que por esta
ocasião mais uma vez homenageamos.
Hoje somos ainda poucos, mas nosso ideal permanece nobre pois nos
orgulhamos dos nossos collies tanto quanto nos orgulhamos dos que
antecederam a quem muito devemos e a quem seremos sempre gratos pela
ousadia do pioneirismo.PADRÃO OFICIAL DA RAÇA
Cabeça
e Crânio: as características da cabeça são de grande importância.
Deve ser considerada em proporção com o tamanho do cão. Vista de frente
ou de perfil, a cabeça lembra uma cunha, limpa e alongada, sendo
lisa nas laterais. O crânio é chato. Nos lados, a cabeça afina gradual
e suavemente, das orelhas ao final do nariz preto, sem ser cheia nas
bochechas ou pontudas no focinho.
Vista de perfil, as linhas superiores no crânio e focinho formam duas
retas paralelas de igual comprimento, divididas por um leve, mas
perceptível "stop". Um ponto médio, entre os cantos internos
dos olhos (o qual é o centro de um "stop" bem colocado) é o
centro de equilíbrio no comprimento da cabeça. A extremidade do focinho
é lisa, bem arredonda e rombuda, nunca quadrada. O maxilar inferior é
forte, de linhas definidas. A profundidade do crânio, das arcadas
superciliares até a parte inferior do maxilar, nunca é excessiva
(profunda). Nariz sempre preto.
Olhos: atributo muito importante proporcionando a expressão doce.
De tamanho médio (nunca muito pequenos) colocados ligeiramente oblíquos,
em forma de amêndoa e de cor marrom escuro, exceto no caso de azuis merles, quando os olhos são frequentemente (um ou ambos, ou parte de um
ou ambos) azuis ematizados. Expressão cheia de inteligência, com olhar
alerta quando em atenção.
Orelhas: pequenas, não muito próximas no alto do crânio, nem
muito afastadas. Em repouso são carregadas para trás, mas em alerta são
trazidas para frente e portadas semi-eretas, ou seja, com aproximadamente
dois terços da orelha permanecendo ereta, o outro terço caído para
frente naturalmente, abaixo da horizontal.
Boca: dentes de bom tamanho. Maxilares fortes com uma perfeita
regular e completa mordedura em tesoura, isso é, os dentes de cima
sobrepondo-se aos de baixo e implantados perpendicularmente nos maxilares.
Pescoço: musculoso, poderoso, de razoável comprimento, bem
arqueado.
Anteriores: ombros inclinados e bem angulados. Pernas dianteiras
retas e musculosas, cotovelos nem para dentro nem para fora, com ossos
arredondados e moderadamente desenvolvidos.
Corpo: ligeiramente mais longo, comparado com a altura, dorso firme
mais alto no lombo; costelas bem arredondadas, peito profundo,
razoavelmente largo atrás dos ombros.
Posteriores: pernas traseiras musculosas nas coxas, secas e
vigorosas embaixo, com joelhos bem angulados. Jarretes bem descidos e
firmes.
Pés: ovais, com boas almofadas plantares. Dedos arqueados e
juntos. Pés traseiros levemente menos arqueados.
Cauda: longa, com a última vértebra alcançando pelo menos a
ponta do jarrete. É portada baixa quando o cão está calmo, apresentando
dobre para cima na extremidade. Pode ser portada alegremente quando o cão
está excitado, mas nunca sobre o dorso.
Movimentação: o movimento é uma característica distinta desta
raça. Um cão de estrutura correta nunca leva os cotovelos para fora,
embora se movimente com os pés dianteiros relativamente juntos. Trançar
ou cruzar na frente, ou rolar com o corpo em movimento são muito
indesejáveis. Quando vistas de trás, as pernas traseiras, da ponta do
jarrete (tarso) ao chão, movem-se paralelas, mas não muito próximas.
Quando vista de lado a movimentação é suave. As pernas traseiras são
firmes com muita propulsão. Uma passada razoavelmente longa é
desejável, devendo ser fácil, sem aparentar qualquer esforço.
Pelagem: ajusta-se a todo o corpo, bastante densa. O pêlo externo
é reto e áspero ao tato, subpêlo macio e muito cerrado, quase
escondendo a pele; crina e juba muito abundantes, máscara e face lisas,
orelhas lisas nas pontas, mas com mais pêlo na base, pernas dianteiras,
bem franjadas, pernas traseiras acima dos jarretes com densas franjas, mas
com pêlo curto abaixo da ponta do jarrete. O pêlo na cauda é muito
profuso.
Cor: são três as cores reconhecidas: marta e branco (dourado
claro ao mogno com marcações em branco), tricolor (preto com marcações
em branco e canela) e azul merle ou marmorizado (mescla de pêlos pretos e brancos dando
um tom azulado com a claridade do sol, com as marcações em branco e
canela). Existe também o branco (predomina o branco e pelo menos a cabeça
deverá ser marta, tricolor ou azul), porém não é considerado oficial,
mas é apreciado por muitos criadores.
Tamanho: machos: 56-61 cm (22-24 polegadas), fêmeas: 51-56 cm
(20-22 polegadas).
Faltas: qualquer desvio dos pontos expostos deve ser considerado um falta
e a gravidade com a qual é avaliada deve ser na exata proporção do grau
e desvio.
Nota: os machos devem ter dois testículos de aparência normal plenamente
descidos na bolsa escrotal. |
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