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Shelties - Canil Windhaven

Shelties - Canil Windhaven |
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ORIGENS
Ao Norte da Escócia, em pleno Mar do Norte, a meio
caminho entre a própria Escócia e a Noruega, localizam-se as Ilhas de
Shetland. São formadas por aproximadamente 100 ilhas de porte médio e
outras tantas ilhotas de menor importância territorial. O clima, devido
à pequena proximidade com o Círculo Polar Ártico, é, na maior parte do
ano de um rigor extremado o que aliado à própria aridez do solo, a
ventos frios constantes, não permite o crescimento de vegetação a não
ser apenas rasteira e que dificulta a sobrevivência de animais em geral,
pela própria falta de alimentação natural adequada e de pastos.
Esse ambiente totalmente desfavorável permitiu o desenvolvimento nas Ilhas, apenas de espécies que se adequaram ao ambiente. Assim surgiram os
Pôneis de Shetland e as diminutas ovelhas de cara preta que, devido ao seu
pequeno porte exigiram para seu pastoreio cães que fossem igualmente
pequenos.
Foram essas dificuldades de clima e alimentação aliadas à necessidade
dos próprios habitantes das Ilhas de possuírem um cão de tamanho
adequado a seu serviço que proporcionaram o desenvolvimento do Pastor de
Shetland que muitos acreditam ter seu ancestral no próprio Collie,
naquela ocasião um cão não tão grande quanto o atual, e que deu origem
às duas raças com a ajuda das condições climáticas e do próprio
homem.
Contudo, o reconhecimento oficial da raça só aconteceu no princípio do
século XX e, os primeiros exemplares, como os que hoje podemos admirar,
apareceram em exposição na Inglaterra apenas em 1909, embora a raça
considerada já como pura existisse desde 1870 e seu tipo fixado como
aproximadamente o atual já fosse conhecido entre 1890 e 1910.
A raça que era conhecida como shetland collie, somente a partir de 1914,
passou a usar a atual denominação do pastor de shetland. Desde então, e
principalmente após sua
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introdução nos E.E.U.U., seu desenvolvimento
foi muito rápido. Ultimamente a raça alcança grande prestígio entre os
criadores e juízes e vem destacando-se entre as raças do 1º grupo. Nas
exposições, os pastores de shetland têm recebido inúmeras vezes a
colocação de melhor do grupo e com frequência a de melhor da
exposição.
A RAÇA NO BRASIL
No Brasil, o pastor de shetland é um cão bastante recente e seu
aparecimento entre nós deu-se por volta de 1960 com alguns exemplares
vindos dos E.E.U.U. que, contudo, não conseguiram reproduzir-se, não
deixando descendentes e, frustrando, portanto, a primeira tentativa
conhecida de sua introdução no país.
No extremo sul do Rio Grande e em Porto Alegre, devido à sua proximidade
com o Uruguai e principalmente com a Argentina, onde a raça já vinha se
desenvolvendo razoavelmente, novas tentativas foram feitas com exemplares
desses países e novos desapontamentos aconteceram, devido não somente à
pequena e esporádica importação de animais, como também à falta de
conhecimento sobre a raça que apenas a boa vontade e a pureza de
intenções não conseguiram superar.
Foi somente a partir de meados da década de 70 que a raça conseguiu
firmar-se entre nós com a aquisição, por criadores conscientes, de
exemplares apropriados vindos dos principais criatórios dos E.E.U.U.. A
partir daí, não sem muitas dificuldades, conseguiu-se firmar a raça no
Brasil, não com a quantidade de animais que já deveríamos possuir, mas com
a quantidade desejável e esperada, embora em alguns poucos exemplares.
Hoje, já possuímos Shetlands de tão boa qualidade que poderiam fazer
boa figura, mesmo que competindo em países onde a raça é de grande
expressão, como os próprios E.E.U.U. e Inglaterra, isso confirmado por
juízes desses países que julgaram exposições entre nós e que com seu
conhecimento nos auxiliaram a corrigir falhas e aprimorar nossa criação.
Realmente o reconhecimento da raça em nosso país é ainda muito
restrito, deixando muito a desejar quando observado do ponto de vista de
exposições oficiais, isso devido ao pouco contato que nossos juízes
tiveram, até o momento, com a raça, e, portanto, premiando animais sem
valor que na verdade não deveriam ser reconhecidos como legítimos
representantes da raça, mas, com o tempo e com o aprimoramento que vimos
observando na criação de shetlands, esse problema será sanado e a raça
logo alcançará o merecido destaque entre as principais de nossas
mostras.
SHELTIE - UM CÃO ESPECIAL
A quem nunca tivesse visto um
shetland nós poderíamos descrevê-lo como uma combinação de instintos
e atitudes, consciência, responsabilidade e inteligência, aliados à
grande beleza física, que o colocam entre as mais lindas raças
existentes.
O shetland, assim como o collie, é um cão onde nada deve parecer
desproporcional em relação às demais partes. É um cão extremamente
natural, isto é, completo pela própria natureza sem a necessidade do uso
de artifícios para embelezá-lo. Seus instintos naturais são puros,
sempre endereçados a um trabalho positivo o que coincide com as suas
atitudes, sempre corretas e amigáveis para com todos que o cercam. A
reconhecida responsabilidade em seu relacionamento demonstram a
inteligência da raça. O shetland, por isso, não é um cão de todos,
mas sim amável com todos, considerando sempre alguém como seu amigo
principal.
Ágil, ativo, altivo e inteligente, é, por isso, um cão consciente de sua
beleza e utilidade e, portanto, um animal com elevado grau de
independência.
Sempre amável com crianças, convive pacificamente com outros cães sem,
contudo, deixar de defender seus direitos territoriais, quando isso se
torna necessário.
PADRÃO OFICIAL DA RAÇA
Aspecto geral:
o Shetland é um cão de trabalho pequeno, alerta, de pelagem áspera e
longa. Deve ser vigoroso, ágil e robusto, sendo os machos muito
masculinos e as fêmeas bem femininas.
Proporções: o seu contorno ou silhueta deve ser tão simétrico
que nenhuma parte pareça fora de proporção com o todo.
Expressão: contorno e cinzelamento da cabeça, forma, colocação
e uso das orelhas, colocação, formato e cor dos olhos combinam-se para
produzir a expressão. Normalmente, a expressão deve ser alerta, meiga,
inteligente e interessada. Em relação aos estranhos, os olhos devem
mostrar atenção e reserva, mas não medo.
Temperamento: muito leal, afetivo e dedicado ao seu dono.
Entretanto, é reservado com os estranhos, mas não a ponto de mostrar
medo ou encolher-se na pista de julgamento.
Movimentação: o trote do Shetland denota velocidade sem esforço
e suavidade de movimentos. A movimentação não deve ser sacudida, dura,
saltitante ou com oscilação para cima e para baixo. A propulsão deve
ser dos traseiros, firme e reta, dependendo de angulação, musculatura e
ligamentos corretos dos posteriores em seu todo, permitindo assim ao cão
alcançar com o pé traseiro bem debaixo do corpo, propulsionando-se dessa
forma para frente. O alcance das pernas dianteiras depende da angulação,
musculatura e ligamentos corretos, aliados a uma correta largura de peito
e construção da caixa torácica. Os pés devem ser levantados apenas o
necessário para deixar o chão, em seu movimento oscilatório. Visto de
frente, tanto anteriores como posteriores devem movimentar-se quase
perpendiculares ao chão, quando a passo, inclinando-se um pouco para
dentro em trote lento, até que em trote, os pés são trazidos para
dentro e para a linha central do corpo que as pegadas deixadas mostram duas
linhas paralelas praticamente tocando a linha central no bordo interno da
pegada. Os pés não devem cruzar, nem o corpo balançar de um lado para
outro.
Cabeça: deve ser refinada, e seu formato, quando vista de
cima ou de lado, é longo, e de uma cunha que se afina das orelhas para o
nariz.
Crânio: o topo do crânio é plano, não mostrando o occipital.
Bochechas chatas e concordando bem o focinho. Crânio e focinho de igual
comprimento, sendo o ponto médio o canto interno dos olhos. De perfil, as
linhas do crânio e focinhos são paralelas e separadas por um leve stop.
Focinho: maxilares secos e fortes. O maxilar inferior, profundo,
bem desenvolvido, arredondado no queixo, deve estender-se até a base das
narinas. Lábios esticados; superiores e inferiores devem encontrar-se e
adaptar-se perfeitamente em todo o contorno.
Mordedura: em tesoura, dentes alinhados e corretamente espaçados.
Nariz: deve ser preto.
Orelhas: pequenas e flexíveis, colocadas alto e portadas três
quartos ereta, com as pontas quebrando para frente. Quando em repouso, as
orelhas dobram-se em seu comprimento e são jogadas para trás sobre a
juba.
Olhos: De tamanho médio com bordas escuras e de forma amendoada,
colocados um tanto oblíquos no crânio. A cor deve ser escura, porém os
olhos azuis "merle" são permitidos nos cães "merle".
Pescoço: musculoso, arqueado e de comprimento suficiente para
portar a cabeça com altivez.
Tronco: a aparência do conjunto do tronco é moderadamente longa
quando medida na junta do ombro (angulação omoplata/úmero) até a ponta
do ísquio, mas muito desse comprimento é na realidade devido à
angulação correta e a largura do ombro e quarto traseiro, porque
as costas propriamente ditas são, no todo, curtas.
Linha Superior: horizontal e fortemente musculada. Leve arco no
lombo e garupa inclinando-se gradualmente.
Tórax: peito profundo, atingindo os cotovelos. As costelas são
bem arqueadas, mas achatadas na sua metade inferior para permitir
movimentos livres das pernas e ombros.
Linha Inferior: moderadamente esgalgada.
Cauda: suficientemente longa para que a última vértebra possa
alcançar a ponta do jarrete. O porte da calda com o cão em repouso é
reta e para baixo ou em leve curva para cima. Quando em alerta, é
normalmente levantada, mas não deve ser curvada para frente sobre as
costas.
Anteriores: omoplata colocada a 45º em relação à linha superior. Os
omoplatas na cernelha são separados apenas pela vértebra, mas devem
inclinar-se para fora o suficiente para acomodar a caixa torácica
desejada. Omoplata e úmero tanto quanto possível em ângulo reto. O
cotovelo deve ser equidistante do chão e da cernelha. Pernas retas quando
vistas de qualquer ângulo, musculosas e secas e de ossos fortes.
Metacarpos muito fortes, musculosos e flexíveis. Ergots podem ser
removidos.
Posteriores: ilíaco colocado a 30º em relação à linha
superior. Coxa Larga e musculosa. O fêmur colocado em ângulo reto em
relação ao ilíaco. Joelho marcadamente angulado. A tíbia deve ser de
igual comprimento ou um pouco maior do que o fêmur. Metatarso curto e
reto, visto de qualquer ângulo. Ergots devem ser removidos.
Pés: devem ser ovais, compactos, com dedos bem arqueados e muito
juntos. Almofadas profundas e resistentes, unhas duras e fortes. Não é
pé de gato, nem de lebre.
Pelagem: tipo - Deve ser dupla, o pêlo externo consistindo de
pêlos ásperos, longos e retos; o subpêlo curto, cerrado e tão denso que
dê à pelagem toda, a qualidade de ser "armada" ou "em
pé". O pêlo da face, ponta das orelhas e pés é liso. A juba e o
colar são abundantes e particularmente impressionantes nos machos. As
pernas dianteiras bem franjadas, as traseiras também muito franjadas, mas
lisas abaixo da ponta do jarrete. O pêlo na calda é profuso. Nota: excesso de pelos nas orelhas, pés e
nos jarretes pode ser aparado para
exposição.
Cor: marta e branco (dourado claro ao mogno com marcações em
branco), tricolor (preto com marcações em branco e canela), azul
marmorizado (mescla de pêlos pretos e brancos dando um tom azulado (com a
claridade do sol) com as marcações em branco e canela), preto e branco,
azul e branco e o branco (predomina o branco e pelo menos a cabeça
deverá ser marta, tricolor ou azul), que não é aceito pela FCI, mas é apreciado
por muitos criadores que o utilizam para reprodução.
Tamanho: altura - de 33 a 41 cm.
Faltas: tudo o que se afaste da descrição acima.
Desqualificações: as gerais |
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